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3.5
O Erro da Rainha
ByPublisher Description
Como quinta rainha de Henrique VIII, Catarina Howard não estava preparada para o que o futuro lhe reservava...
Quando a jovem e bela Catarina Howard se converte na quinta mulher de Henrique VIII, na época com 50 anos, este parece ter alcançado a plena satisfação. O reinado da futura rainha está, contudo, destinado a ser breve e doloroso, pois é forçada a lutar com inimigos muito mais poderosos e calculistas do que previra, numa corte onde qualquer movimento errado pode significar a sua desgraça. Querendo apenas amor, , Catarina é compelida a negar os desejos do seu coração a favor da ambição da família. Mas, ao fazê-lo, oferece involuntariamente aos que procuram derrubá-la uma arma muito eficaz: o seu próprio passado romântico.
O Erro da Rainha é uma narrativa trágica de uma mulher apaixonada e idealista que se esforça por lidar com as intrigas da corte e com os anseios do seu coração.
Quando a jovem e bela Catarina Howard se converte na quinta mulher de Henrique VIII, na época com 50 anos, este parece ter alcançado a plena satisfação. O reinado da futura rainha está, contudo, destinado a ser breve e doloroso, pois é forçada a lutar com inimigos muito mais poderosos e calculistas do que previra, numa corte onde qualquer movimento errado pode significar a sua desgraça. Querendo apenas amor, , Catarina é compelida a negar os desejos do seu coração a favor da ambição da família. Mas, ao fazê-lo, oferece involuntariamente aos que procuram derrubá-la uma arma muito eficaz: o seu próprio passado romântico.
O Erro da Rainha é uma narrativa trágica de uma mulher apaixonada e idealista que se esforça por lidar com as intrigas da corte e com os anseios do seu coração.
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3.5
“Não lia um romance histórico há imenso tempo e só agora percebi que já estava com saudades. A perspetiva de ler sobre a época dos Tudors e a corte de Henrique VIII é sempre entusiasmante, porque toda a vida deste rei, a nível pessoal é político, é fértil em episódios propícios a servir de tema central a livros interessantes.
Um pequeno aparte antes de prosseguir com a opinião: sei que é comum traduzir-se para português nomes de reis e rainhas (apesar de pessoalmente não gostar), mas é só a mim que faz confusão ver numa mesma frase "Ana de Clèves" e "Anne Bassett"? Sei que uma foi rainha, a outra não, mas como leitora não é algo que me pareça fazer muito sentido. Adiante.
O Erro da Rainha foca-se em Catarina Howard, a quinta mulher do rei, uma das duas que foram mandadas para o cadafalso pelo próprio marido, depois da sua prima Ana Bolena. O livro foca-se no período imediatamente anterior à ida de Catarina para a corte, quando Ana de Clèves ainda era rainha, até que Catarina foi mandada decapitar por adultério. Ainda em Horsham, uma localidade campestre apesar da relativa proximidade de Londres, Catarina vive sob os cuidados da Duquesa de Norfolk, uma mulher que havia casado com o avô de Catarina, Thomas Howard. A Duquesa não dava muita atenção às atividades de Catarina, que, aborrecida pela falta de acontecimentos no campo, encontrava o seu escape em atividades sexuais ilícitas. Aos 17 anos, o tio de Catarina, Duque de Norfolk, consegue um lugar para ela como aia da rainha Ana de Clèves, e a jovem não demorou a chamar a atenção do rei.
O livro prossegue, narrando os romances de Catarina na corte, especialmente com o gentil-homem do rei, Thomas Culpeper, relação que ficou condenada a partir do momento em que se tornou evidente que Henrique VIII desejava divorciar-se de Ana de Clèves e casar com Catarina. Apenas no último terço do livro Catarina se torna rainha, e rapidamente chegamos às acusações de adultério que desencadearam a sua morte com apenas 19 anos.
Pareceu-me um livro bastante competente a nível de fidelidade aos acontecimentos históricos e bem documentado. Henrique VIII destaca-se como a personagem mais bem caracterizada, com a sua comprovada personalidade irascível, que alternava com momentos de sensibilidade. O rei ganhou vida nas páginas e pareceu-me realmente assustador e perigoso. Os relatos quanto à personalidade de Catarina são menos fiáveis, apesar de se dizer que era uma jovem risonha e com muita vivacidade, mas algo fútil. Pessoalmente, o retrato que Diane Haeger faz de Catarina não me cativou. Pareceu-me que a autora tenta justificar a promiscuidade da jovem (que seria completamente irrelevante nos dias de hoje), tenta criar uma grande história de amor entre ela e Culpeper, cheia de sofrimento por Catarina se encontrar casada com o rei, mas a mim pessoalmente não me convenceu. O sentimento ficou apenas nas páginas.
Achei-o um livro certinho, interessante a nível histórico, bem escrito, mas a que faltou a chama das personagens cativantes, com as quais me pudesse identificar a nível pessoal.”
“Opinião do Blogue Chaise Longue: http://girlinchaiselongue.blogspot.pt/2013/02/opiniao-o-erro-da-rainha.html<br/><br/>Há quinze anos atrás, a meio do Doutoramento em Psicologia Clínica, Diane descobriu uma história de amor que durou duas décadas, a de Diana de Poitiers e Henrique II de França, história essa que mudaria a sua vida para sempre e que inspiraria o seu primeiro livro, Courtesan. Autora de romances históricos com protagonistas femininas, passados em várias épocas e nações, Diane já escreveu treze livros sendo quatro deles baseados na corte de Henrique VIII. Actualmente, vive em Newport Beach com o marido e os filhos.<br/>O Erro da Rainha é o segundo volume da série Na Corte de Henrique VIII e incide sobre a história da quinta rainha de Henrique, Catherine Howard, acusada de adultério e decapitada por traição. Numa série em que a autora tem buscado percorrer personagens menos visíveis da corte Tudor como a princesa Maria, esposa do duque de Sufolk e irmã do rei e Bess Blount, amante do rei e mãe do seu filho ou as rainhas Catherine Howard e Jane Seymour, podemos encontrar histórias nunca contadas ou um lado que nunca conhecemos da corte mais poderosa, sensual e intriguista do século XVI.<br/>Ela foi a quinta. Ela foi a mais jovem rainha de Henrique. Usada como moeda de troca por notoriedade e glória para uma família derrotada, fútil e encantada com a beleza da corte, Catherine ou Kathryn, era a rosa sem espinhos, a luz da vida de um rei derrotado pela vida que condenou os que mais amou a perder a cabeça e que acabou por também perder a sua. Vista como arma contra o homem mais poderoso do reino, prima da inteligente Anna Bolena, sobrinha do ambicioso Norfolk, ela teve tudo e perdeu tudo por luxúria, amor e juventude. Rainha por quase dois anos, amante do camareiro preferido de Henrique VIII, antiga aia de Anne de Cléves e odiada por Maria Tudor, ela foi a glória e a perda, a última facada num rei demasiadas vezes traído, demasiado poderoso, demasiado inconstante. Decapitada por traição, a última esperança dos Howard ainda hoje assombra Hampton Court mas as cartas de promessas, as companhias incriminatórias e um passado de folia condenou-a a levar à letra o seu lema, Nenhuma Outra Vontade senão a Sua.<br/>Numa escrita acessível e envolvente, Haeger conta-nos a história da quinta rainha de Henrique VIII pela sua pessoa, arrastando-nos para a glória e intriga que assoberbavam a corte Tudor e conseguindo mostrar uma outra Catherine que não deixando de ser fútil e infantil acaba por nos conquistar o coração. Através de uma perspectiva única, a que não falta detalhes históricos, a autora conquista o interesse dos seus leitores e traz um pouco de humanidade a estas personagens relembradas através dos séculos, romanceando-as e tornando-as mais do que nomes, factos e datas. Do momento da chegada de Anne de Cléves à morte de Catherine vamos ver o espelho das traições e ambições, os medos e segredos, as chantagens e favores que governaram sobre uma corte poderosa e longe de se deixar abalar pelos inimigos pois as quedas podiam ver do sorriso ao lado. <br/>Não sendo a rainha que mais interesse tem provocado nem a mais amada ou odiada, Catherine Howard foi esquecida e rotulada de prima de Ana Bolena, a outra rainha decapitada mas a verdade é que ela foi uma peça mais importante do que todos gostam de pensar. Maravilhada pelas jóias e luxo dos palácios, apaixonada e fútil, Catherine é usada por tudo e todos e o que ela realmente queria foi-lhe negado logo à partida e as regras do jogo foram esquecidas. Dando vida a uma jovem que apesar da beleza não podia se comparar às restantes rainhas de Henrique, a autora mostra-nos a inocência da incompreensão, o perigo de confiar e o poder mortal do desejo, mostra-nos como uma jovem do campo pode chegar à rainha pela beleza e pela ânsia de juventude, como meias verdades não passavam de omissões, como o poder podia fazer arriscar tudo quando tudo já estava perdido.<br/>Humanizadas, as personagens são um ponto a favor deste livro mas gostava de ter visto um bocadinho mais de realidade na sua construção e não tanto ficcionadas mas, mesmo assim, são personagens que acabam por facilitar a compreensão do autor e, se calhar, acabam por ser mais reais do que esperaríamos. Neste livro como noutros, acho que tem falhado a construção de Henrique VIII pois é uma personagem muito complexa que apesar de ter passado por uma fase frágil nesta altura não deixa de ser um rei que todos controla. Pessoalmente, gostei das referências a Ana Bolena apesar de duvidar que nessa altura o nome dele aparecesse tantas vezes nas bocas da corte mas penso que não é improvável que muitas vezes não se pensasse nela, tirando Henrique VIII que sabe-se, nunca mais voltou a tocar no seu nome.<br/>Numa narrativa que não esquece os factos mais importantes e onde a vida privada da rainha é o palco principal, O Erro da Rainha é uma dança, entre salões e quartos, salas de concelho e salas vazias, entre desprezo e ironia, entre passado e aquelas que se pensa ser as verdades. Um retrato de como a inocência e a ignorância podiam ser usadas pela ambição, de como gestos podem condenar e os sonhos se podem desfazer, a história de Catherine Howard está repleta de paixões, luxúria, desejo e insensatez e Haeger aproveitou cada bocadinho para criar um livro onde o leitor se sente transportado e dono e senhor dos segredos e verdades. <br/>Em mais um livro sobre os Tudors, Diane Haeger acaba por ser diferente, mais humana, mais sentimental e isso dá ao seu livro toda uma nova perspectiva que o torna um bom romance sobre esta época e que irá agradar aos fãs de leituras incididas sobre os Tudors que não procurarem verdades absolutas pois essas não existem.”
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